terça-feira, 29 de junho de 2010

numa galáxia distante...

uma menina de vinte e poucos anos assopra uma flor no ar e pensa.
será que cada busca encontra sua resposta? será que cada interrogação termina num ponto?
um cantor com voz apocalíptica tenta me dizer alguma coisa:

"...e é tão certo quanto o calor do fogo... e é tão certo quanto o calor do fogo... eu já não tenho escolha, participo do seu jogo..."

engraçado pensar no que se passa no coração de meninas de vinte e poucos anos quando a noite chega e o fim do dia se aproxima. engraçado pensar em tudo o que pode se passar dentro dele, esse local tão imensamente profundo e cheio de mistérios.

"você é tão acostumada a sempre ter razão, você é tão articulada, quando fala não pede atenção. o poder de dominar é tentador. eu já não sinto nada, sou todo torpor..."

o que o fogo nos diria nessas horas em que casacos verdes são tão frios no meio das vinte e poucas horas que já se passaram, no meio dos quatro e poucos capítulos estudados, no meio das dez e poucas frases soltas no telefone, no meio dos um e meio sorrisos dados, no meio de tanta coisa que cai no meio da chuva que cai só sobre nós, meninas de vinte e poucos anos, cheias de perguntas, esse post é só pra nós. e pros grandes homens atrás de nós. e principalmente para os pequenos homens que se escondem atrás de grandes meninas, de vinte e poucos anos. ou de dezenove, de trinta, ou dezesseis.

"não consigo dizer se é bom ou mau; assim como o ar me parece vital. onde quer que eu vá, o que quer que eu faça..."

certas coisas na vida me inspiram. certas não dão um post meia boca. outras me transformam em essência. outras me dissolvem. há dias em que me encontro tão dissolvida nos meus sonhos, no meu País das Maravilhas, que simplesmente quero dizer com palavras o que não se pode dizer. sabe blogueiros, o que eu queria mesmo é fazer com que vocês pudessem sentir o que eu quero expressar. não ler. ler é bom, mas sentir é bem melhor, pode crer. se alguém aqui já leu "Admirável Mundo Novo" de Huxley, vai entender bem o que eu quero dizer se pensar em cinema sensível e música sitética. o meu blog poderia ser assim... mas ainda não chegamos aos anos "depois de Ford".
enquanto isso eu sigo caindo pela toca de coelhos brancos, dando de cara com gatos de Cheshire no shopping, aumentando e diminuindo de tamanho, conforme o meu humor. tudo mudando, tudo mutável e terrivelmente inconstante. porque o que se conserva são sempre aqueles sonhos pequenos, da velha Alice, a pequena Alice de 10 anos...

"você sempre surpreende e eu tento entender. você nunca se arrepende, você gosta e sente até prazer... mas se você me perguntar eu digo "sim". eu continuo porque a chuva não cai só sobre mim... veja os outros, todos estão tentando! e é tão certo, quanto o calor do fogo..."

6 comentários:

Déborah Simões disse...

Amei teu blog.. um cantinho bem aconchegante, falando de coisas que a gente sente...

bjok, flor

Leonardo Xavier disse...

Enquanto, tais níveis de tecnologia não chegam. Eu me sinto grato por poder ler os seus textos.

^^

CamilaSB disse...

E há uma "Alice" dentro de cada uma de nós, curiosa e desejosa por descobrir as respostas que os nossos espíritos inquietos, nos equacionam...belo texto! Beijinho!

Paulinha Leite disse...

Olá :)
Estou repassando um desafio em meu blog pra vc.
Acho mt legal pois é uma maneira de conhecermos melhor!
E aproveito pra oferecer também a voce o meu award, com mt carinho!
Espero que vc aceite responder o desafio!
Um grande beijinho

Larissa disse...

Heey, você invadiu minha mente?
É perfeito, também me sinto assim, principalmente caindo em tocas de coelhos.
Amo o seu texto, e amo principalmente a relação com Alice.

Raíza Teles disse...

Bem legal o seu blog, xará! rs.