quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

big bang.

e era apenas pó, areia, mar e conchinhas. uma mistura sinestésica de líquido e sólido. toda uma dúvida, uma promessa. toda ela inteira, pela metade. toda pronta e indecifrável. toda carnaval.
e era eu e você, ele e nós. éramos todos. éramos sós. éramos acompanhados e desacompanhados. éramos todos. inteiros. pela metade. uma fração. de segundo, de momento, de tempo.
e eu que gosto do cheiro, do inteiro, do todo, do completo. eu que me vou com pernas e pés, com coração e mãos. eu que gosto do azedo, do amargo, do doce e do salgado. eu que gosto do sorriso e que gosto de gostar. eu que gosto da luz e da chuva, do abraço e do beijo. eu que desejo.
e ele que gosta de aviões e automóveis. de viagens e fotografias. de rock e de samba e de carnaval. ele que é mar, que é céu, que é vento, que é seu. ele que é meu, que é nosso. constante e alucinante. ele que é todo sorriso e todo abraço. todo carinho. todo laço.
e eles que eram casais. e elas que eram apenas elas. que gostavam de campings e barracas. de fogueiras e fogos. eles todos que eram companheiros. amigos, peraltas, festeiros. eles que eram e seriam sempre eles. na Bahia, no Nordeste, no Sudeste. no Rio de Janeiro e no cerrado.
eles que eram todos e tantos, loucos e santos. e aquela areia e aquele pó. e tudo mais aquilo que se mistura e se dissolve mas continua eternamente heterogênio - tudo aquilo se juntou e formou o big bang do amor.

Um comentário:

Oceano disse...

simplesmente lindo!