domingo, 4 de outubro de 2009

sun day.

sen tido.
pra que ter?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

serafim.

será
o fim
serafim?
ser afim
se à fim de
será?

as frases dessa sexta.

hoje anoiteceu
mas o sol esqueceu de ir.
as pessoas deveriam não ter
o direito de viver sem nós.
a cerveja deveria ser
essencial como àgua.
os vestibulares deveriam funcionar
de acordo com a nossa vontade:
todos deveriam passar
e tomar glicose depois
nos hospitais da cidade !

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

15:53;

- os mistérios bem guardados das calçadas emanam pelas ruas. o sol se esconde lá em cima, no imenso infinito cor de clara em neve. as histórias, as lembranças esburram o peito, tomam conta; misturam-se ao vento com as folhas secas; voam pela brisa gélida, melancólica.
uma harpa soa em algum lugar. um bebê sorri. um all star caminha por entre a selva de pedra com uma rosa no peito e uma melodia na mente. na frente, no ouvido da gente. está em todos os lugares do mundo ao mesmo tempo: em beirute e são paulo; em calicute e na palestina; no rio de janeiro, na china... pernas. mãos. beijos e abraços. se procuram, se miram, se escondem, se perdem. se descobrem numa busca sem sentido pelas ruas, avenidas, cidades, carros; na velocidade louca e transitória dessa vida, onde estariam os meus nessa quarta-feira fria?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

-

a insegurança é uma mulher ingrata que te beija, te abraça, te rouba e te mata!

domingo, 27 de setembro de 2009

alto aqui do sétimo andar...

no sol de quase outubro
na brisa quente
azul e rubro
enrubescem os sentidos.
abro
meu coração aos quatro ventos
abrigo o sol, o mar
a imensidão azul infinita
pra não queimar de amor
cubro.


Raiza C.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quinta!

- "se você quer alguma coisa na sua vida, vá até lá e pegue".

a felicidade é uma coisa extremamente efêmera e doce. não tem hora, nem lugar pra acontecer. simplesmente brota desses nossos caminhos turvos, dessas nossas decisões confusas e emoções volumosas; não é egoísta. nada cobra além da empatia de senti-la;
e é relativa para cada um... incondicionalmente relativa!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

independência ou morte!

eis que levantou a espada
"independência ou morte!" bradou
e esta é a história fadada
de um povo sofrido
de um urro, gemido
sufocado pela voz de um militar
com disenteria avançada;
eis que o trabalho do povo virou piada!
de resposta ao suor-sofrimento
ao longe ouviu-se a risada
do governo chulo
enxovalhando Canudos
e o Mestre Conselheiro na paulada;
passou café-com-leite,
coronelismo, ditadura,
sai Collor, entra Fernando;
continua Sarney, a Mensalada;
nesse país de miséria
cidadãos cheios de pilhéria
mantém o conto de fada:
o brasileiro faz carnaval
na panela vazia, sem nada.


- Aproveitar o grito de independência pra dançar forró até o sol nascer... =)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

crônicas de quarta.. à noite?

ela fitou os próprios pés; o tênis encardido que já embalara tantas e tantas andanças, tantas aventuras... e resolveu escrever essa prosa meia boca.
o sorriso refletindo a luz do sol com um pouco de nicotina, se esforçava pra ser mostrado. todo aquele clima pesado, aquela casa grande e fria de onde saíam gritos e palavrões e tantos outros sentimentos; amor e ódio se confundiam, consumiam suas entranhas como azia.
tomou a xícara em suas mãos. fez menção de tomar aquele líquido mortal e estremeceu: teria coragem? o veneno dos deuses, sem dor, sem cor; morte rápida e súbita, liberdade infinita; desistiu por fim de simular a própria morte com café; abriu a geladeira, tirou uma cerveja, sentou de fronte á tv mais uma vez e ligou no mesmo canal solitário de todos os dias.


- ela queria ir, mas a coragem era pouca; por fim, era apenas uma covarde. e nada mais.

sou.

essa tal de raiza
foi feita de um algodão-doce
cor-de-rosa com carmim
que resolveu um dia
ir voando até o céu
bem na hora do pôr-do-sol.

uns suspiros..

em muitos momentos
me diverte pensar
que faço piada de minha própria existência
que faço cordões de contas
da minha própria complacência
sem convalescência
não se deve vagar nesse mundo
atrás de uma vil decência.
ah, doce carência
de perfis personalíticos
sobra de posturas débeis
e de almas inanes.
que condescendência!
atiram-se à morte da vida
e perdem-se no labirinto
da vida efêmera
antes da morte.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

before i knew...

o cheiro da madrugada se aproxima
com a luz especular nos olhos
e o gosto das cerejas
ah, quantas solidões nos visitam
nessas noites de primavera
onde o mar vem quebrar suas ondas
em nossos corações desamparados;
quantos amores desejamos na calada dos sonhos,
nas frestas das portas,
nas escovas de dentes desgastadas
no ranger de dentes solitários
insistimos em negar ao mundo
"somos felizes" sorrindo
nos acostumamos com tudo
todo esse pouco profundo
todos os restos segundo
tudo o que sobra
tudo o que é.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

frio :S

last niiiiite
she said:
oh baby, i feel so down!
oh, and turned me off
when i feel left out
so i, i turned around
oh, baby, i don't care no more
i know this for sure
i'm walking out that door !

@ The Strokes - Last Nite (eu achava que era NIGHT né, mas em todos os sites está NITE!).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

em tudo,

a poesia está; nestas palavras desgastadas que eu posto aqui, no cheiro de café no ar de manhãzinha; no latido do cachorro na madrugada; no sorriso do meu sobrinho nas longas tardes de agosto; a poesia está em tudo! está nas minhas madrugadas de insônia no blog; do cheiro de terra que tem quando a chuva cai; está no vento que bate no meu rosto quando eu ando de bicicleta e insiste em dizer que a liberdade existe; está em cada toque, cada sensação;
está no balanço das folhas das àrvores, nas aulas de modernismo na escola; está nas vanguardas, nas músicas, na moda; nas tendências; nas pessoas;
a poesia está no ódio; está no amor; está no cansaço, na melancolia;
a poesia está em cada passo que damos,
em cada ar que respiramos,
em cada gesto que temos,
em cada olho que olhamos,
em cada mão que apertamos,
em cada afeto que consolidamos,
em cada cerveja que tomamos,
em cada amigo que abraçamos,
em cada livro que lemos,
em cada lembrança que lembramos,
e também nas lembranças que fora nós jogamos.


a poesia está em mim! e em você, e no mundo =)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

go'way from..

my window!
leave at your own chosen speed.
i'm not the one you want, babe,
i'm not the one you need.
you say you're lookin' for someone
never weak but always strong,
to protect you an' defend you
whether you are right or wrong,
someone to open each and every door,
but it ain't me, babe,
tt ain't me you're lookin' for, babe...


@ It ain't me babe - Bob Dylan.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

a lua, hoje..

hoje a lua assiste
à morte
das coisas
que ainda não alcancei.
e da neblina gélida,
meu anseio triste,
se perde no tempo
da penosa lida,
dos sonhos que não sonhei.
foram tantas as cervejas,
e nos bares não encontrei;
a felicidade exorbitante,
a alegria contagiante
que nos seus braços
eu achei.
nos quilômetros distantes
meus versos se perdem
no vento do que deixei;
o passado que retorna,
o espírito revisita,
todos os que me amaram,
todos que já amei.

(Raiza C.)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

um blues?

depois de tudo
eu estou onde mais queria estar
no poço sem fundo
no fundo do poço
quase sem ar
a vida não é fácil, garoto
quando menos se espera
ela vem sorrateira
e no silêncio da noite
nos derruba com rasteira
quantos planos fizemos
tantos sonhos perdidos
no cósmico tempo/espaço
é incrivel como isso
cabe no milésimo do abraço
para cantar um blues
é preciso uma dor
um espírito de negro
um alcoolico ardor
a fulgaz espuma
da boemia
e a velha melancolia
sofrimento em primazia.

- Raiza Carneiro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

o vento.

o vento
lento
sonolento
sacode
sutilmente
as folhas
nas ruas
as luas
as suas.
soa
sonoramente
soltando
sua semente
as folhas
nas suas
as luas
as minhas
as suas.

(Raiza C.)

avesso.

o avesso do oposto
o cansaço da fadiga
o sono da sonolência;

a preguiça do conforto
o sorriso da risada
a vírgula da reticência;

a dúvida do exceto
o caminho da estrada
o oposto da indolência.

o sarcasmo da ironia
a sociedade hipocrisia
o mundo renuncia
a piada democracia.

(Raiza C.)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

des canso.

acontece que me canso de ser eu.
me canso de ouvir falatórios em vão
e de ver as pessoas darem o mesmo sermão
sobre minha própria vida.
acontece que me canso do chão,
dos meus sapatos e minhas roupas.
da minha casa e da minha cidade.
de ser bandida.
acontece que me canso.
de tudo.
de todos.
do mundo.
acontece que cansei
de viver em sociedade
de pregar a pluralidade
e que de tanto me cansar
descanso.
acontece que cansei de acostumar
mas que de tanto já
acostumo novamente.
acontece que cansei de obedecer.
que cansei de procurar em bebidas
a filosofia da existência.
acontece que cansei de acontecer.
acontece
que cansei de procurar em pessoas
uma chave pra vivência.
acontece que me canso
daqui
dalí
disso aqui.
e de tanto me cansar
des canso.

(Raiza. C)